Escolhi o amor como nutriente.
Escolhi a tecnologia como vício.
Escolhi a música como religião.
Escolhi o conhecimento como moeda.
Escolhi nada como política.
Escolhi a utopia como sociedade, ainda que saibamos que nunca acontecerá.
Você pode me odiar.
Você pode me ignorar.
Você pode não me entender.
Você pode nem mesmo saber de minha existência.
Eu apenas espero que você não se importe em julgar-me.
Porque eu nunca julgarei você.
Não sou criminoso.
Não sou desiludido.
Não sou viciado em drogas.
Não sou criança ingênua.
Somos uma massa, uma aldeia tribal global que transcende as leis feitas pelo homem, a física, a geografia e o prório tempo.
Somos A Massa.
Uma Massa.
Vindo de longe, trovejando, abafado, ecoando uma batida comparada com o coração de uma mãe acalmando uma criança em seu útero de concreto, metal e fios elétricos.
Fui sugado de volta pra dentro deste útero, e lá dentro, no seu calor, na sua umidade e escuridão, nos chegamos a aceitar o fato de que somos todos iguais.
Não apenas perante a escuridão e para nós mesmos, mas perante essa mesma música batendo em nós e passando através de nossas almas: nós somos todos iguais.
Escolhi a ignorância como minha inimiga.
Escolhi a informação como minha arma.
Escolhi o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem para me impedir de celebrar a minha existência.
Em qualquer noite.
Em qualquer cidade.
Em qualquer país ou continente deste lindo planeta, você nunca poderá acabar com a festa inteira.
Você não tem acesso a esse controle.
Não importa o que você pense.
A música nunca vai parar.
A batida do coração nunca vai desaparecer.
A festa nunca vai acabar.